Arquivo de Setembro de 2008
Internet Jonatas Lima em 24 Set 2008
Dicas para melhorar o posicionamento do seu site nos mecanismos de busca
1. Escolha um bom e não muito extenso conjunto de palavras-chave que descreva o conteúdo do seu site e coloque-as na meta-tag keywords;
2. Escreva um resumo sobre o seu site e coloque na meta-tag description;
3. Faça uso das meta-tags específicas para mecanismos de busca;
4. Dê títulos (
5. Ter bom conteúdo é fundamental, de preferência com poucos erros gramaticais;
6. O layout do site também é essencial. Tem de ser claro, de fácil navegação e acessível;
7. Evite usar Flash para tudo;
8. Tome cuidado com menus de navegação animados (DHTML), pois eles têm de ser muito bem construídos para que os BOTS indexadores consigam navegar através deles;
9. Ofereça sempre conteúdos novos. Sites que ficam muito tempo sem atualização costumam ter pouca visitação;
10. Coloque links externos e internos no seu conteúdo. Quanto mais referências (pertinentes) seu texto tiver, melhor;
11. Evite repetir a mesma palavra várias vezes no texto;
12. Use nos títulos e no conteúdo palavras que são conhecidas por serem muito buscadas, claro, desde que não fique forçado. Acredite, os Web Crawlers também conseguem identificar algumas tentativas de fraudes;
13. Sempre identifique suas imagens com o atributo alt da tag img;
14. Use o hífen para nomear suas páginas e nomes de arquivos. Algo como mulher-na-sala-com-notebook.jpg;
15. Ter links quebrados é um péssimo negócio;
16. Faça o mapa do site para os visitantes e para os mecanismos de busca (sitemap.xml);
17. Configure corretamente o arquivo robots.txt;
18. Não tenha imagens para exibir texto. O HTML/XHTML é feito para isso. De nada adianta ter um site bonito, com fontes maravilhosas, mas difícil de achar;
19. Quanto mais redirecionamentos você usar, pior;
20. Ter o conteúdo de seu site linkado de outros sites é um ótimo negócio;
21. Cadastre seu site em diretórios de blogs e sites e também em social bookmarks managers como o del.icio.us;
22. Ter um domínio fácil de digitar e de lembrar é uma ótima idéia, não para os mecanismos de busca, mas, para os seres humanos;
23. Tenha endereços (URLs) bem formatados, seguindo a mesma regra da dica 14.
Fonte:
- IDG Now.
Internet Jonatas Lima em 24 Set 2008
Entrevista: Lawrence Lessig e as implicações legais da “era do remix”
Pode parecer estranho que o professor Lawrence Lessig (como gosta de ser chamado) equipare o Creative Commons à indústria fonográfica, principal prejudicada nas mudanças como músicas e filmes são consumidas após a introdução da internet, ao tentar explicar a importância do copyright.
O conceito de direito autoral, explica o professor da Stanford Law School, é importante para ambas - seja pela tentativa desesperada das gravadoras em manter leis que regiam um mercado offline ou pela tentativa do movimento fundado por Lessig em 2001 em flexibilizar as regras.
O sistema de licenças, nascidas originalmente como forma de automatizar os usos da obra além da simples execução no que Lessig costumou chamar de “era do remix” (seu livro mais recente, prestes a ser lançado, será sobre o assunto), evoluiu para permitir que artistas independentes lucrem com seus trabalhos, por exemplo.
Nesta entrevista ao IDG Now!, Lessig defende a necessidade da existência dos direitos autorais, uma confusão que muitos entusiastas do movimento ainda cometem, e ataca os “parasitas ineficientes” que tentam explorar os criadores.
Lessig abre o Digital Age 2.0 2008 com a palestra “Quem é o dono de sua marca?” no dia 1º de outubro.
Você consegue imaginar negócios tradicionalmente regidos pelo atual modelo do direito autoral abraçar o Creative Commons?
Absolutamente. Em um mundo no qual o acesso a trabalhos criativos não é mais sufocado (seja pelo acesso legal ou ilegal), a chave para o sucesso é atrair a atenção e paixão da audiência. Como o (vocalista) do Wilco, Jeff Tweety, coloca, “é a audiência no palco”.
Responsáveis pela criação podem fazer isto autorizando suas audiências a também se tornarem criadores. É possível autorizá-los, por exemplo, a remixar o trabalho do criador original, pelo menos para propostas não-comerciais.
Tal uso não compete DE MANEIRA NENHUMA com a atual participação de mercado dos artistas. Ao invés disto, complementa esta participação, e devolve ao mercado ainda mais paixão pela obra.
Como o Creative Commons pode ser usado de maneira financeira por artistas independentes?
Em dezembro, a Creative Commons lançou o protocolo CC+, que permite que artistas licenciem trabalho criativo sob uma licença CC, mas integra à licença uma maneira simples pra que eles sinalizem direitos além dos garantidos pelo CC.
Por isto, um artista pode licenciar um trabalho por propósitos não-comerciais, mas incluir um link ao site onde os direitos comerciais podem ser assegurados.
Como a mistura entre Creative Commons e plataformas de distribuição de conteúdo multimídia ameaçam o atual modelo de negócios da indústria fonográfica?
Vejo três grupos na atual mistura da mídia online. Dois destes grupos acreditam fundamentalmente na importância do direito autoral. Um dos grupos não acredita. A tradicional indústria fonográfica e o Creative Commons acreditam que o direito autoral é uma parte essencial do mercado criativo.
O mundo dos “piratas” do P2P vê o direito autoral (seja explicitamente ou por suas ações) como irrelevante para o futuro da criatividade. A diferença entre a indústria fonográfica e o Creative Commons, no entanto, é que o CC oferecer um framework simples para que criadores balanceiem melhor os direitos e as liberdades.
O sistema reconhece que existem muitos modelos de negócios diferentes para a criatividade no século 21, e que a flexibilidade e experimentação é necessária para descobrir a melhor mistura.
Os únicos perdedores com certeza neste novo mundo são os parasitas ineficientes de criadores - advogados como alvo primário. Mesmo as “gravadoras” evoluirão para oferecer um maior valor aos artistas comerciais, mesmo que não produzam mais as peças de plástico que chamamos de “gravações”.
Porque o foco no combate à corrupção e não nos tradicionais estudos sobre cibercultura quando o senhor pensou em concorrer a uma vaga na política norte-americana?
Amigos e entusiastas meus pediram que eu considerasse concorrer ao Congresso, como membro da Casa dos Representantes.
Eu disse que estaria interessado em fazer apenas se conseguisse montar, com sucesso, uma campanha focada nos problemas gerais de corrupção. Sem dúvidas, muitos dos piores problemas das “ciberleis” são produtos deste tipo de corrupção. Mas um membro do Congresso precisa se focar em algo muito mais amplo do que simplesmente em uma questão.
Muitas pessoas confundem o sucesso do Creative Commons com a morte do modelo de copyright. Existe alguma relação entre as idéias neste sentido? Qual a importância dos direitos autorais atualmente?
Concordo que existe uma confusão, ou talvez seja melhor chamar de entendimento falho por alguns. Sem dúvidas, na nossa visão, o futuro do copyright se mostrará diferente daquele praticado no passado.
Muitos usos que ferem a lei de direitos autorais serão automaticamente autorizados, e alguns usos que ferem a lei serão melhor protegidos. Mas o CC não acredita que se deve eliminar a lei de direitos autorais. Acreditamos que tudo isto se resume em torná-la mais eficiente.
Em uma apresentação no TED, você fala sobre o exemplo da BMI, que fez com que a ASCAP, associação com os direitos exclusivos de canções populares da época. quebrasse graças à intensa competição com conteúdo em domínio público. Você vê algum exemplo do tipo acontecendo no ambiente digital tendo o Creative Commons como substituto do BMI?
Não o Creative Commons, mas modelos e negócios permitidos pelo CC. Em uma analogia com a BMI, o CC é como o domínio público. Nosso trabalho não está em domínio público, mas serve à mesma função de competição. Ele permite uma competição mais ampla, para derrotar o poder de um monopólio ineficiente e datado.
Qual o produto da era do remix que o senhor mais gosta?
Remixes que mostram um entendimento profundo e interessante da cultura que remixa, refletindo e adicionado ao que usou como base. Um remix que é, de uma maneira casual, criativo. Quanto mais criativo, mais valioso.
Fonte:
- IDG Now.
Telecomunicações Jonatas Lima em 24 Set 2008
Regulamentação da Anatel pode inviabilizar projetos atuais com PLC
A Anatel promete decidir até novembro sobre a regulamentação do acesso em banda larga utilizando a rede de energia elétrica. Quem afirma é o gerente Operacional de Planejamento de Espectro da agência, Marco Antônio Tavares. Ele participou, na semana passada, do seminário de telecomunicações Aptel 2008, realizado no Rio de Janeiro (RJ), pela Associação Brasileira das Entidades Municipais de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abemtic).
Tavares afirmou que a Agência trabalha com a expectativa de finalizar o processo regulatório antes do recesso de fim de ano. A Consulta Pública nº 38 (”Proposta de Regulamento sobre Sistema de Acesso em Banda Larga utilizando Rede de Energia Elétrica”) já recebeu mais de 200 contribuições e permanecerá aberta até o dia 29 de setembro.
A regulamentação gera grande expectativa para aqueles que já investiram na tecnologia PLC (Power Line Communication). Cirano Iochpe, coordenador do projeto que, há um ano e meio, leva acesso à internet ao bairro Restinga, na periferia de Porto Alegre (RS), revela preocupação com a possibilidade de ter de zerar a iniciativa.
Isso porque, diz Iochpe, os equipamentos instalados na área eram, à época, os únicos homologados pela Agência Reguladora. No entanto, agora, se a regulamentação for aprovada nos termos atuais, diz o executivo, eles não poderão ser mais utilizados - por causa da freqüência prevista pela Anatel para o uso da tecnologia.
Atualmente o PLC funciona em quatro prédios do bairro: o posto de saúde (com aplicações de telemedicina), o Serviço Nacional da Indústria (Senai), a escola pública e o centro administrativo. A implantação do PLC foi uma alternativa de capilarizar o projeto da Infovia, rede multisserviços com 360 quilômetros de fibra óptica desenvolvida na capital gaúcha pela Procempa, empresa pública de tecnologia do município.
O gerente de Operações da Infovia, Lafaiete dos Santos, ressalta que o uso do PLC está sendo maturado neste projeto piloto. “Os equipamentos ainda não estão disponíveis na velocidade e na inteligência que suportariam nossas redes. Agora, a regulação pode mudar isso tudo. Nós estamos aprendendo, por isso a Procempa usa a tecnologia confiável disponível no mercado”, sinaliza Santos.
Eletronet: Um sonho dourado
Sobre a possibilidade de aproveitar a estrutura da Eletronet - rede nacional que virou um “elefante branco” para o governo federal, por conta de dívidas milionárias - o gerente da Infovia da Procempa prefere não alimentar grandes esperanças. “É uma novela”, lamenta.
“Em Porto Alegre, usamos parte dessa rede, temos um swap de rede com a Eletronet que está operacional. Mas que bom se o Brasil pudesse ter esses 16 mil quilômetros de rede interligando todo mundo de norte a sul. Seria um sonho dourado”, completa Santos.
Do Sul para o Nordeste. O Ceará, onde o projeto Cinturão Digital, rede de fibras ópticas do governo do estado em parceria com a companhia estadual de energia elétrica, também acalenta o sonho de que o imbróglio da Eletronet possa vir, um dia, a ser resolvido. Mas Fernando Carvalho, presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Estado do Ceará (Etice), não vê perspectiva imediata de que se possa usar o backbone já existente.
“A idéia é essa, a gente vem acompanhando com a Casa Civil a possibilidade de usar essa estrutura, mas o processo está na Justiça. Seria interessante que isso fosse usado para inclusão social. O canal de retorno para TV digital, por exemplo, é um serviço que precisa ser gratuito, tem de ter abrangência de 100% da população”, destacou o presidente da Etice.
O Cinturão Digital cearense é uma rede de 3 mil quilômetros de fibra óptica criada para prover os órgãos do governo do estado de serviços de dados, voz e videoconferência, além de atrair empresas. Todos podem “transitar” por essa infovia desde que ofereçam serviços e paguem a cota de manutenção e expansão.
Nesse ambiente, o governo do Ceará não pretende atuar como competidor das operadoras de telecomunicação. Ao contrário, busca parcerias. “Hoje o ambiente é de monopólio. Apenas uma operadora atua no mercado de banda larga no Ceará. A idéia é proporcionar um ambiente de competição para as empresas. Não passa pela idéia do governo criar uma nova concessionária de telecom”, observou Fernando Carvalho.
“Queremos que as empresas da área venham prestar o serviço. Essa infra-estrutura que preparamos faz com que empresas que nunca se interessariam em ir ao município de Tauá possam ir pra lá, com um custo mínimo”, completa o presidente da Etice. Mesmo os serviços públicos a serem oferecidos, segundo o executivo, serão contratados. “Não há intenção de competir, absolutamente. Os serviços vão ser contratados com empresas que já estão no mercado”, garantiu.
A Anatel propõe na consulta pública - aberta no dia 26 de agosto - que a comunicação a ser estabelecida pelo sistema BPL, confinada nas redes de energia elétrica, somente possa ocorrer na faixa de 1.705 kHz a 50 MHz.
Além disso, os equipamentos que compõem o sistema BPL devem possuir certificação expedida ou aceita pela Anatel, de acordo com a regulamentação vigente, e atender às normas cabíveis, referentes ao sistema elétrico, expedidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Fonte:
Telecomunicações Jonatas Lima em 23 Set 2008
iPhone 3G deve custar média de 1.500 reais com plano de 200 reais no Brasil
São Paulo - Primeiro lote do iPhone 3G chegou nesta quarta-feira (17/09) ao Brasil. Fontes afirmam que Vivo venderá aparelho por R$ 1.500.
O primeiro lote do iPhone 3G chegou ao Brasil na manhã desta quarta-feira (17/09). Ele lote deve atender os clientes que fizeram a reserva do aparelho da Apple na operadora Vivo.
Fontes ligadas às negociações afirmaram que o preço médio do iPhone 3G, pela Vivo, será de 1.500 reais, com plano mensal de 200 reais - o qual deve incluir serviço de voz e dados.
> O preço do iPhone 3G no Brasil é justo?
A média de 1.500 reais é válida para os modelos de 8GB e 16GB, que devem ter uma diferença pequena. Os preços também podem sofrer variações conforme o plano contratado.
Este valor é bastante alto se compararmos a outros países da América do Sul, como Argentina e Chile, onde o iPhone 3G custará o equivalente a 570 e 187 reais, respectivamente.
A Vivo não diz quantas pessoas já efetuaram a reserva. A abordagem da operadora junto aos clientes foi feita via SMS, e-mail e site.
O iPhone 3G deverá ser lançado no Brasil no dia 26 de setembro pelas operadoras Vivo e Claro. A Tim ainda está em negociação para participar do lançamento. A Claro também foi procurada pelo IDG Now! e não informou a data de lançamento ou preços sugeridos para venda do celular da Apple.
Fonte:
- IDG Now
Telecomunicações Jonatas Lima em 23 Set 2008
Android e iPhone tiram operadoras de campo em criação de aplicativos
São Francisco - Operadoras começam a desistir de oferecer os aplicativos, deixando que essa relação fique entre desenvolvedores e clientes.
Operadoras móveis começam a deixar a criação de conteúdos e serviços para celulares nas mãos de outros ‘’jogadores”, como a indústria que vem embalada pelo iPhone e os 110 novos fornecedores que surgem nesse ainda pequeno cenário.
O modelo de negócios da AT&T com a Apple para o iPhone fez o que operadoras estavam tentando fazer há anos: conseguir clientes entusiasmados com mobilidade de dados. Ela permite que os assinantes usem as riquezas da web com um navegador completo (embora sem Flash), e customizem seus telefones com aplicativos desenvolvidos e vendidos por alguém que não seja a operadora.
A maior explosão da história recente deve boa parte de seu sucesso ao que a Apple construiu, e não aos serviços das operadoras.
Nesta terça-feira (23/09) chega a próxima grande perturbação: Um celular para a rede norte-americana da T-Mobile com o sistema operacional do Google, o Android. E em breve a plataforma terá seu código aberto para que os desenvolvedores possam criar e vender seus próprios aplicativos livres de royalties e tê-los rodando em todos os aparelhos com Android.
Na seqüência da liderança do Google, uma versão open source do Symbian, o software que está em cerca de 60% dos aparelhos do mundo, deve aparecer no ano que vem. Já há celulares no mercado que usam sistema operacional baseado em Linux, pela LiMo Fundation, um consórcio de indústrias. E alguns fabricantes de aparelhos estão começando a olhar para softwares e serviços também.
Um executivo da AT&T disse no início do mês que está tarde demais para as operadoras pegarem o papel principal no desenvolvimento de novos aplicativos. “Nós perdemos o barco”, disse Roger Smith, diretor de serviços da próxima geração de telefonia móvel.
O líder da rival Verizon Wireless, que lançou uma iniciativa neste ano para abrir sua rede a dispositivos e aplicativos de terceiros, pareceu aliviado em ‘passar controle’.
“Nós não poderíamos segurar toda essa inovação e fazer todas essas apostas, treinar toda essa gente e assumir todas as despesas desse negócio”, disse o presidente e CEO Lowell McAdam. “Agora, os desenvolvedores farão suas apostas e os consumidores irão decidir.”
Redes móveis podem ser ‘abertas’ de dois modos - ambos tem sido abraçados pelas operadoras dos Estados Unidos. Uma delas é permitir em sua rede, sem controle rigoroso, a entrada de aparelhos que não são vendidos ou não recebem a marca da operadora, em vez de analisar um produto rigorosamente, personalizando sua interface, e determinando o momento de seus lançamentos para o ciclo de negócios da operadora.
A Verizon já está permitindo que alguns aparelhos especializados em um plano de rede aberta operem junto a sua atividade regular, e a Sprint Nextel usará uma abordagem similar com a quarta geração de sua rede WiMax, que deve sair neste mês.
A outra forma de abertura envolve dar aos desenvolvedores acesso às plataformas de software, deixando seus aplicativos funcionarem em muitos telefones com uma versão e trazendo vendedores e compradores de software juntos com menos supervisão da operadora.
Tradicionalmente, softwares de telefone são distribuídos em pacotes controlados pelas operadoras. Pacotes colocam aplicativos ou links para comprá-los direto do telefone para assinantes, com o sistema de cobrança incluso no aparelho pela conta da operadora. Assim, os clientes sabem que o software foi testado e aprovado pela empresa. Mas o tempo e o esforço envolvidos na aquisição de aplicativos ‘assinados’ ou aprovados pelas operadoras frustraram muitas empresas de software e algumas acreditam que eles provaram ter ferramentas muito boas para vender aplicativos, de qualquer maneira.
“Se você é um desenvolvedor pequeno, para cara celular, para cada operadora, cada mercado, tem que fazer a assinatura uma série de vezes”, disse Rich Miner, gerente do grupo de plataformas móveis do Google. “Você começa a somar os recursos que precisa para ultrapassar todos esses obstáculos e eles se tornam insuperáveis.”
O mobile web propriamente dito está se tornando mais viável com browsers melhores e redes de maior velocidade. Heysan, que fornece uma plataforma de mensagem de texto unificada, manteve seu serviço estritamente baseado na web pela falta de recursos para desenvolver aplicativos para múltiplas operadoras e sistemas operacionais. Desenvolver para dez plataformas, exigiria pelo menos 50 desenvolvedores, disse Gustaf Akstrinerm CEO e co-fundador da Heysan.
O grupo, baseado em São Francisco, tem apenas seis programadores. Mesmo assim, a Heysan atraiu quase 500 mil clientes à sua base através das buscas do Google e da divulgação boca-a-boca. Ele não acredita que um pacote de operadora traria essa quantidade de usuários.
O iPhone da Apple e a App Store são o modelo da futura indústria de software. A Apple age como um portão de entrada para os aplicativos para iPhone, controlando seu próprio SDK (kit de desenvolvimento de software) e exercendo algum controle sobre o que está na App Store, mas não é tão rigorosa quanto uma operadora ao montar um pacote. Este modelo se revelou um grande sucesso, registrando mais de 100 milhões de downloads desde seu lançamento em julho. Mais lojas como esta estão a caminho, de acordo com os executivos da indústria.
“Usuários terão definitivamente muitas fontes para buscar aplicativos e conseguir as experiências que quiserem”, disse John O’Rourke, gerente geral de fornecedores de softwares independentes da Developer and Competitive Strategy, da Microsoft.
O Google vai ainda mais longe que a Apple e sua App Store, deixando os desenvolvedores totalmente livres para distribuir seus próprios softwares sem certificação de ninguém.
A liberdade é a raiz das preocupações por parte de alguns observadores, pois desenvolvedores, incluindo os que atuam nas operadoras que estão construindo programas baseados no Android, poderiam alterar tanto a plataforma que ela iria ‘despedaçar’. Se cada aplicativo Android não puder funcionar em qualquer telefone Android,, o esforço perderia seu valor. O Mobile Linux já sofre críticas por isso.
“Quanto você pede a todos os fornecedores de soluções Linux qual porcentagem do software roda em todas as suas plataformas, a resposta está perto de zero porque há um grau muito elevado de fragmentação neste espaço”, disse Jerry Panarossi, vice-presidente de operações Symbian nos EUA.
No entanto, as operadoras já lançaram 23 aparelhos baseados na tecnologia LiMo, o que prova que o Linux está apto para o mundo móvel, segundo Morgan Gillis, diretor executivo da The LiMo Fundation.
Com as mudanças na plataforma feita pelos fornecedores de software, alguns fabricantes de hardware também estão buscando um pedaço do bolo. Enquanto a Nokia se prepara para abrir mão do controle do Symbian, está lentamente implantando um conjunto de aplicações e serviços. Eles incluem o sistema de compartilhamento de dados Ovi, a plataforma de games móvel N-Gage, o portal de conteúdo MOSH, e o Nokia Maps, baseado em uma tecnologia adquirida da Navteq por 8,1 bilhões de dólares no ano passado.
Os serviços da Nokia provavelmente impulsionarão o lucro da empresa , de acordo com analistas, mas também podem ajudar a Nokia a diferenciar seus equipamentos, com a atenção dos consumidores em direção ao iPhone - um formidável rival tanto em hardware quando em software - e à plataforma Android.
A Sony Ericsson também está começando a agir, desenvolvendo algo especial para sua próxima linha de smartphones Xperia. Os usuários serão capazes de escolher dentro de 16 telas iniciais, cada uma com sua própria seleção de sites e aplicativos, e basta tocar em um desses painéis para retornar à exibição atual.
Mas operadoras provavelmente não ficarão de fora como meros prestadores de serviços de banda larga. De sua parte, alguns esperam que alavanquem a presença em TV e banda larga doméstica para criar serviços triplos, que se juntam TV, PC e celular. Essas ofertas, tais como serviços de mensagens que trabalham com todos os sistemas, podem ser lucrativos e manterem os clientes fiéis.
Mas nem todo mundo está convencido. Esses serviços ‘convergentes’ podem servir principalmente para nichos de mercado, como pessoas que precisam programar seus gravadores digitais de vídeo de seus celulares, disse o analista da ABI Research, Clint Wheelock.
O mundo emergente de redes abertas pode se revelar um negócio melhor para todos, de acordo com Krishna Vedati, CEO da Plusmo, que faz um framework para widgets e os vende, inclusive para operadoras.
Operadoras costumam exigir cerca de 40% da receita de software da companhia em troca de colocar seus produtos no pacote, disse Vedati. Agora os aplicativos são distribuídos de outros modos, mas as operadoras podem cobrar cerca de 30% pelos serviços, como a infra-estrutura de publicidade, disse ele. A receita é maior porque mais pessoas baixam os aplicativos.
Quando se trata de inovação, as operadoras parecem estar se rendendo. Questionado sobre o que faria se Bill Gates oferecesse 1 bilhão de dólares para investir, o vice-presidente de estratégia corporativa da Sprint, Russ McGuire, essencialmente admitiu que operações móveis não são legais.
“Gostaria de pegar esse dinheiro e investí-lo para viabilizar inovações a muitos outros que são mais empreendedores, criativos, que estão em porções da sociedade nas quais não temos muita visibilidade”, disse McGuire.
Fonte:
- IDG Now
Notícias Jonatas Lima em 23 Set 2008
Governo planeja Estratégia de Defesa Cibernética Nacional
O diretor da divisão de Segurança da Informação do Gabinete Institucional da Presidência da República, Raphael Mandarino Jr, declarou que, em 2009, o Poder Executivo planeja colocar em prática uma política nacional de combate ao cibercrime.
Para isso, aponta o executivo, o Poder Executivo planeja criar uma política que atraia o segmento privado e a academia. “Terá que ser uma política nacional e respaldada”, declarou. Nos dias 14 e 15 de outubro, a divisão realiza, um evento fechado , para o primeiro escalão do Governo Federal. “Todos têm que participar de forma efetiva. É questão de soberania nacional”. Mandarino Jr participou nesta segunda-feira, 22/09, do CNASI 2008, evento de Segurança da Informação, que acontece na capital paulista.
Em agosto, o Tribunal de Contas da União ressaltou que 48% dos órgãos públicos não possuem política de segurança e 64% não adotam qualquer medida restrita de acesso às informações.
“É fato. O governo não pode afirmar que é seguro. Alías, ninguém pode. Há que se mudar paradigmas. Muito já foi feito, mas o que podemos fazer, por exemplo, com o uso de redes Wireless?”, indagou o executivo, aos executivos presentes ao evento.
“Quem trabalha com segurança tem calafrios com as redes Wireless porque elas são inseguras. Ainda não há protocolos que garantam o seu uso, mas elas estão no mercado e são utilizadas”, completou o diretor da área de Segurança da informação do Gabinete Institucional da Presidência da República.
Medidas práticas estão sendo implementadas. No último dia 13 de setembro, observou o executivo, entrou em vigor, a instrução normativa de uso da Segurança da informação no Governo Federal, lançada em junho deste ano.
“Não há nada na regra que não esteja no mercado. A Lei é baseada em políticas tradicionais e metodologias mundiais, mas há resistências. Há órgãos que acreditam que não é necessário tanto rigor. Restringir não é uma prática bem-vinda no Brasil”, resumiu Mandarino, ao ser indagado se todos os órgãos públicos estavam já adequados à Instrução Normativa.
Com relação à Estratégia Nacional de Defesa Cibernética, Mandarino disse que a intenção é simular, de fato, um exercício de “ataque e defesa” para saber se o país está preparado para enfrentar uma “guerra cibernética”.
“Essa prática é necessária. Para se ter uma idéia, a última brecha que foi encontrada num sistema operacional permitiu que ocorresse, há pouco tempo, um ataque que atingiu a mais de três mil bancos mundialmente. Esses dados são reais. A guerra cibernética existe e é preciso cuidar da Segurança da Informação de forma concreta e efetiva. Este é o papel da minha divisão”, enfatizou Mandarino.
A idéia do exercício - que, obviamente não será divulgado - é identificar as falhas e agir pró-ativamente de forma a garantir a Segurança da Soberania Nacional do ponto de vista da Tecnologia da Informação e das Comunicações.
O projeto Comunicações Seguras, inclusive, já é trabalhado no Governo Federal há mais ou menos seis meses. Segundo Mandarino, ele ganhou maior intensidade com o apagão da internet, ocorrido no início de julho, em São Paulo, mas as informações ainda são tratadas de forma sigilosa - até pela relevância do tema - pelo Poder Executivo.
Fonte:
Legislação Jonatas Lima em 19 Set 2008
LEI 11638 - Elaboração e divulgação de demonstrações financeiras para empresas com capital acima de 2 milhões de reais.
LEI Nº 11.638, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2007.
Mensagem de veto Altera e revoga dispositivos da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Os arts. 176 a 179, 181 a 184, 187, 188, 197, 199, 226 e 248 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 176…………………………………………………
……………………………………………………………..
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
……………………………………………………………..
§ 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa.” (NR)
“Art. 177…………………………………………………..
……………………………………………………………..
§ 2º As disposições da lei tributária ou de legislação especial sobre atividade que constitui o objeto da companhia que conduzam à utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou à elaboração de outras demonstrações não elidem a obrigação de elaborar, para todos os fins desta Lei, demonstrações financeiras em consonância com o disposto no caput deste artigo e deverão ser alternativamente observadas mediante registro:
I – em livros auxiliares, sem modificação da escrituração mercantil; ou
II – no caso da elaboração das demonstrações para fins tributários, na escrituração mercantil, desde que sejam efetuados em seguida lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e a divulgação de demonstrações financeiras com observância do disposto no caput deste artigo, devendo ser essas demonstrações auditadas por auditor independente registrado na Comissão de Valores Mobiliários.
……………………………………………………………..
§ 5º As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários a que se refere o § 3o deste artigo deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores mobiliários.
§ 6o As companhias fechadas poderão optar por observar as normas sobre demonstrações financeiras expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários para as companhias abertas.
§ 7o Os lançamentos de ajuste efetuados exclusivamente para harmonização de normas contábeis, nos termos do § 2o deste artigo, e as demonstrações e apurações com eles elaboradas não poderão ser base de incidência de impostos e contribuições nem ter quaisquer outros efeitos tributários.” (NR)
“Art. 178………………………………………………….
§ 1o ……………………………………………………….
……………………………………………………………..
c) ativo permanente, dividido em investimentos, imobilizado, intangível e diferido.
§ 2o ……………………………………………………….
……………………………………………………………..
d) patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados.
……………………………………………………………..” (NR)
“Art. 179………………………………………………….
……………………………………………………………..
IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;
V – no diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional;
VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.
……………………………………………………………..” (NR)
“(VETADO)
Art. 181. (VETADO)”
“Patrimônio Líquido
Art. 182…………………………………………………..
§ 1o ……………………………………………………….
……………………………………………………………..
c) (revogada);
d) (revogada).
……………………………………………………………..
§ 3º Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo (§ 5o do art. 177, inciso I do caput do art. 183 e § 3o do art. 226 desta Lei) e do passivo, em decorrência da sua avaliação a preço de mercado.
……………………………………………………………..” (NR)
“Critérios de Avaliação do Ativo
Art. 183……………………………………………………
I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo:
a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e
b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito;
……………………………………………………………..
VII – os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização;
VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
§ 1o………………………………………………………..
……………………………………………………………..
d) dos instrumentos financeiros, o valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória realizada entre partes independentes; e, na ausência de um mercado ativo para um determinado instrumento financeiro:
1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a negociação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e risco similares;
2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para instrumentos financeiros de natureza, prazo e risco similares; ou
3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de instrumentos financeiros.
§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado, intangível e diferido será registrada periodicamente nas contas de:
……………………………………………………………..
§ 3º A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado, no intangível e no diferido, a fim de que sejam:
I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou
II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.
……………………………………………………………..” (NR)
“Critérios de Avaliação do Passivo
Art. 184……………………………………………………
……………………………………………………………..
III – as obrigações, encargos e riscos classificados no passivo exigível a longo prazo serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.” (NR)
“Demonstração do Resultado do Exercício
Art. 187……………………………………………………
……………………………………………………………..
VI – as participações de debêntures, de empregados e administradores, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;
……………………………………………………………..
§ 2º (Revogado).” (NR)
“Demonstrações dos Fluxos de Caixa e do Valor Adicionado
Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo:
I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos:
a) das operações;
b) dos financiamentos; e
c) dos investimentos;
II – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.
…………………………………………………………….. ”(NR)
“Reserva de Lucros a Realizar
Art. 197……………………………………………………
§ 1o ……………………………………………………….
……………………………………………………………..
II – o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou contabilização de ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício social seguinte.
……………………………………………………………..” (NR)
“Limite do Saldo das Reservas de Lucro
Art. 199. O saldo das reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o capital social. Atingindo esse limite, a assembléia deliberará sobre aplicação do excesso na integralização ou no aumento do capital social ou na distribuição de dividendos.” (NR)
“Transformação, Incorporação, Fusão e Cisão
Art. 226……………………………………………………
……………………………………………………………..
§ 3º Nas operações referidas no caput deste artigo, realizadas entre partes independentes e vinculadas à efetiva transferência de controle, os ativos e passivos da sociedade a ser incorporada ou decorrente de fusão ou cisão serão contabilizados pelo seu valor de mercado.” (NR)
“Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas:
……………………………………………………………..” (NR)
Art. 2o A Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 195-A:
“Reserva de Incentivos Fiscais
Art. 195-A. A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório (inciso I do caput do art. 202 desta Lei).”
Demonstrações Financeiras de Sociedades de Grande Porte
Art. 3o Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações, as disposições da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.
Parágrafo único. Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).
Art. 4o As normas de que tratam os incisos I, II e IV do § 1º do art. 22 da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976, poderão ser especificadas por categorias de companhias abertas e demais emissores de valores mobiliários em função do seu porte e das espécies e classes dos valores mobiliários por eles emitidos e negociados no mercado.
Art. 5o A Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 10-A:
“Art. 10-A. A Comissão de Valores Mobiliários, o Banco Central do Brasil e demais órgãos e agências reguladoras poderão celebrar convênio com entidade que tenha por objeto o estudo e a divulgação de princípios, normas e padrões de contabilidade e de auditoria, podendo, no exercício de suas atribuições regulamentares, adotar, no todo ou em parte, os pronunciamentos e demais orientações técnicas emitidas.
Parágrafo único. A entidade referida no caput deste artigo deverá ser majoritariamente composta por contadores, dela fazendo parte, paritariamente, representantes de entidades representativas de sociedades submetidas ao regime de elaboração de demonstrações financeiras previstas nesta Lei, de sociedades que auditam e analisam as demonstrações financeiras, do órgão federal de fiscalização do exercício da profissão contábil e de universidade ou instituto de pesquisa com reconhecida atuação na área contábil e de mercado de capitais.”
Art. 6o Os saldos existentes nas reservas de reavaliação deverão ser mantidos até a sua efetiva realização ou estornados até o final do exercício social em que esta Lei entrar em vigor.
Art. 7o As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, poderão ser divulgadas, no primeiro ano de vigência desta Lei, sem a indicação dos valores correspondentes ao exercício anterior.
Art. 8o Os textos consolidados das Leis nºs 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e 6.385, de 7 de dezembro de 1976, com todas as alterações nelas introduzidas pela legislação posterior, inclusive esta Lei, serão publicados no Diário Oficial da União pelo Poder Executivo.
Art. 9o Esta Lei entra em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação.
Art. 10. Ficam revogadas as alíneas c e d do § 1o do art. 182 e o § 2º do art. 187 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976.
Brasília, 28 de dezembro de 2007; 186o da Independência e 119o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Arno Hugo Augustin Filho
Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.12.2007 - Edição extra.
Fonte:
Notícias & Legislação Jonatas Lima em 19 Set 2008
Drawback Verde Amarelo entra em vigor no dia 1º de outubro
O setor de software amanheceu nesta quinta-feira (18/09) com a má notícia sobre a sanção da Lei 11.774/08 (antiga MP 428), que trouxe o veto do presidente Lula à proposta de dedução em dobro do Imposto de Renda, nos custos das empresas com qualificação de pessoal. E encerrou o mesmo dia assistindo a mais uma vitória do setor de hardware, beneficiado com incentivos pelo governo.
Uma das medidas mais aguardadas pelo setor eletroeletrônico foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: A entrada em vigor do “Drawback Verde Amarelo”. O anúncio sobre a medida foi feito pelo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, pelo secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, pela secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola. Também participou do evento a Secretária da Receita Federal do Brasil, Lina Vieira.
O Drawback Verde Amarelo é considerado pelas autoridades governamentais o mais importante estímulo às exportações, uma vez que responde por 30% dos regimes suspensivos de importação, superando o Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof) e a Zona Franca de Manaus.
O instrumento entrará em vigor a partir de 1º de outubro, quando exportadores brasileiros poderão pedir a suspensão de tributos federais Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a compra de insumos nacionais destinados a produção de bens exportáveis.
A portaria foi elaborada conjuntamente pelas secretarias de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, e da Receita Federal (RF), do MF, e deverá ser publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (19/9). De acordo com avaliação da Secex, pelo menos cinco mil exportadores brasileiros devem requerer imediatamente o benefício.
O Drawback Verde-Amarelo foi instituído pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada em maio deste ano, e será um dos mecanismos utilizados para se alcançar a meta estabelecida pela PDP, de colocar o País entre os 20 maiores exportadores mundiais. Hoje, o país é responsável por 1,17% das exportações mundiais e pretende chegar a 1,25% do total exportado, até 2010.
O novo regime contribui para a redução dos custos de produção e para o incremento da competitividade dos produtos brasileiros em mercados estrangeiros, pois permitirá que os insumos adquiridos no mercado interno e empregados na produção de bens exportáveis desfrutem do mesmo tratamento tributário já concedido aos insumos importados, hoje beneficiados com o regime do Drawback Importação.
Até hoje, o sistema de drawback em vigor permitia a suspensão, isenção ou restituição de impostos federais - como o Imposto de Importação (II), o IPI, PIS e Cofins apenas para a compra de insumos importados utilizados na fabricação de produtos brasileiros destinados ao mercado internacional. O governo prevê que a equiparação de tratamento tributário estimulará a aquisição de insumos nacionais e contribuirá diretamente com a redução nos custos de produção e, conseqüentemente, o aumento das exportações brasileiras.
Veja abaixo, os principais pontos do Drawback verde amarelo:
- Representa 30% dos regimes suspensivos de desoneração tributária;
- Ampara exportações de mais de US$ 45 bilhões anuais;
- Alcança cerca de US$ 10 bilhões de importações;
- A exportação beneficiada com o regime de drawback apresentou crescimento superior à exportação realizada sem o mecanismo: 77% contra 62%, de 2004 a 2007;
- Em 2007, 2.283 empresas utilizaram o Drawback Importação, de um universo de 20.889 exportadores;
- O Drawback Verde-Amarelo contribuirá para o cumprimento das metas estabelecidas pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), de ampliação do número de empresas exportadoras e de incremento da participação das exportações brasileiras no comércio mundial;
- Cerca de cinco mil empresas exportadoras deverão ser beneficiadas com o Drawback Verde-Amarelo, no primeiro ano de sua implementação. Esse número deverá crescer ainda mais nos anos seguintes.
Fonte:
Segurança & Virtualização Jonatas Lima em 19 Set 2008
Ataques contra ambientes virtualizados devem aumentar.
Os vários patches lançados recentemente pela VMware para corrigir vulnerabilidades em seus sistemas de virtualização devem ser os primeiros de muitos. À medida que os crackers aumentam os ataques a ambientes virtualizados, os problemas vão começar a aparecer, afirma a empresa de segurança Fortify Software.
Na semana passada, a líder do mercado de virtualização soltou alertas a seus usuários a respeito de, pelo menos, 16 vulnerabilidades que afetavam os produtos VMware ACE, VMware Server, VMware ESX, VMware Workstation e VMware Player. Os alertas incluíam links para alguns patches.
Enquanto isso, o US_CERT, órgão ligado ao Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos responsável por manter a segurança na internet, afirmava que as brechas poderiam permitir aos crackers executar códigos arbitrários, forçar a negação de serviço, acessar sistemas com privilégios elevados ou obter informações críticas.
Segundo Rob Rachwald, diretor de marketing da Fortify, muitos sistemas convencionais de segurança da informação não protegem completamente os usuários de servidores virtuais. O executivo afirma que as empresas que estão pensando em adotar um ambiente virtualizado devem considerar, também, a revisão de suas infra-estruturas de segurança.
Para outro fornecedor de sistemas de segurança, a Kaspersky, apesar de nenhum grande ataque contra ambientes virtuais ter sido identificado até o momento, a situação indesejada está mais próxima de acontecer do que as pessoas imaginam.
De acordo com David Emm, consultor sênior de tecnologia da empresa, qualquer sistema comumente utilizado se torna um prato cheio para os criminosos. “É como no caso dos navegadores. Sempre se disse que o Internet Explorer era menos seguro, mas, à medida que mais pessoas foram utilizando o Firefox, suas vulnerabilidades começaram a aparecer”, afirmou o executivo.
Fonte:
- IDG Now.
Segurança Jonatas Lima em 19 Set 2008
10 razões para você ser paranóico enquanto navega na internet
A verdade está aí - e seus dados também. Mesmo sem helicópteros virtuais te seguindo, não significa que as pessoas não sabem quem você é ou o que você está fazendo.
De chefes-espiões a corporações assustadoras, há tantas razões para ser paranóico sobre a vulnerabilidade de seus dados e a potencial perda de privacidade.
Para te ajudar a medir o nível apropriado de histeria, classificamos cada ameaça em nosso Medidor de Paranóia, utilizando uma escala de um a cinco. No caso de uma pontuação mais baixa, o significado é “Não se preocupe, seja feliz”. Já se o medidor atingir o número máximo, a mensagem é “Fique com medo. Muito medo”.
Embora a iniciativa seja bem-humorada, as situações relacionadas à privacidade nem sempre são divertidas.
“Você pode enxergar uma paranóia como apenas uma boa forma de ter um amplo horizonte”, declarou o diretor de estudos de políticas da informação do Cato Institute, Jim Harper. “Há incentivos para que as práticas relacionadas a dados sejam excessivas no futuro. Ser paranóico hoje é ser racional em se proteger amanhã.”
Confira a seguir dez formas de treinar a sua paranóia.
Paranóia nº 1: Seu chefe está te vigiando
Razão nº 1: Privacidade e trabalho não combinam
Você já teve a sensação de que seu chefe está te espiando? Seu instinto está certo. E quanto maior for a empresa, mais provável que ela monitore os e-mails, comunicadores instantâneos e sites que os empregados acessam.
De acordo com uma pesquisa de 2005 da American Management Association e do The ePolicy Institute, a cada quatro empresas, três monitoram a navegação de seus funcionários na web - e mais da metade rastreia seus e-mails.
Além disso, a cada quatro empresas, uma declara ter demitido empregados por abuso de e-mails, e outros 25% dispensaram seus funcionários por navegação inapropriada.
Você pensa que um blog é seguro para divulgar sua opinião? Pense mais uma vez, pois 2% das empresas demitiram empregados devido a posts ofensivos em blogs, de acordo com a edição de 2006 da pesquisa.
Há ainda a checagem das áreas “secundárias” do computador (80% das empresas o fazem, de acordo com o Spherion), câmeras de vigilância e dispositivo GPS no carro da empresa.
Isto não significa que os empregados são ruins, mas que eles têm muito com o que se preocupar: troca de segredos por e-mail e apresentação inapropriada de empregados podem resultar em um processo por mensagens ou navegação imprópria.
Há uma pressão enorme para companhias expandirem a vigilância no local de trabalho, segundo o autor do livro “The Naked Employee: How Technology Is Compromising Workplace Privacy”, Frederick Lane.
“O maior problema é que aumentar a vigilância inevitavelmente coleta informações que não se relacionam ao trabalho dos funcionários, e dá aos administradores a oportunidade de tomar decisões sobre eles - contratar, demitir, promover, etc. - baseadas em critérios além da qualificação e do desempenho profissional”, diz Lane.
Nível de paranóia: 4
Paranóia nº 2: O Google sabe o que você pesquisou no verão passado
Razão nº 2: Cobiçar seus dados pessoais é a ocupação desta empresa
Há pouco tempo, o Google era apenas um querido mecanismo de busca. Agora, ele é um monstro de dados - e suas informações pessoais são sua carne.
A aquisição pendente do DoubleClick deu nova luz à quantidade de dados que a empresa controla - do histórico de buscas a e-mails, calendários, blogs, vídeos e muito mais.
A questão é: o que o Google irá fazer com esta vasta quantidade de informações? O advogado de privacidade global da empresa, Peter Fleischer, aponta que o Google desafiou, sozinho, o Departamento de Justiça em janeiro de 2006, quando este pediu milhões de termos de busca dos quatro principais buscadores do mercado. E o Google concordou, voluntariamente, a tornar anônimos os dados de busca que retém após 18 meses.
Mas os defensores da privacidade estão longe de ser convencidos. A próxima vez que alguém pedir que o Google mostre seus bens, a empresa pode não prevalecer. E se o Google não foi adquirido ou dividido em bits, os dados podem ser sua mercadoria mais valiosa.
Há algo ainda pior: o Google Desktop pode representar um risco de segurança aos dados de seu disco rígido. Uma pesquisa de junho deste ano, do Ponemon Institute, mostra que mais de 70% acreditam que o Google Desktop ainda é vulnerável a ataques que usam scripts maliciosos em múltiplos sites.
A solução? Tome cuidado sobre como você usa os produtos do Google. Se duvidar, desconecte.
Nível de paranóia: 4
Paranóia nº 3: Há um fantasma em sua caixa de entrada
Razão nº 3: Cada chamada pode ser uma conferência com o Tio Sam
Você se lembra quando a CIA era uma força escura, malevolente, que se escondia nas sombras, grampeando os telefones e lendo as cartas pessoais de norte-americanos? Bem, estes “fantasmas” estão de volta.
De acordo com uma conta feita pelo jornal The New York Times, os chamados fantasmas estão combinando bilhões de gravações eletrônicas em busca de padrões que possam identificar o comportamento de terroristas.
A Electronic Frontier Foundation, por exemplo, está processando a AT&T por permitir que estes fantasmas acessem seus centros de dados, e o governo está tentando cancelar o processo sob a afirmação de que estas informações são segredo de Estado.
”Até recentemente, não tínhamos que nos preocupar com o governo nos espiando”, declarou o diretor da consultoria de privacidade Ponemon Institute, Larry Ponemon. “Mas hoje em dia, se alguém decide que você é uma ameaça ou se não gostam de você por alguma razão, você não pode viajar de avião”, explica.
Nível de paranóia: 3
Paranóia nº 4: Ladrões de informação estão estragando seus dados
Razão n º 4: Vendedores de informações falsas colocam o “crédito” ao tirar o crédito de sua reputação.
Qualquer um que te peça dados para checagem de crédito - ou os forneça a outros - possui uma tonelada de informações sensitivas sobre você, que podem não ser precisas e são altamente vulneráveis a quedas. Isto inclui corretores de dados, agências de crédito, bancos e, entre outros, seu chefe.
Um estudo feito em 2004 pelo Public Interest Research Group, dos Estados Unidos, mostrou que 80% dos relatórios continham erros e que um em cada quatro era sério o suficiente para impedir alguém de conseguir crédito ou até um emprego.
De acordo com o Privacy Rights Clearinghouse, em torno de 160 milhões de norte-americanos já tiveram informações pessoais sensíveis expostas por ruptura de dados desde janeiro de 2005.
Mas o que fazer? Descubra que informações sobre você estão circulando. Se conseguir uma cópia de seu relatório de crédito, corrija os erros e opte por abandonar listas sempre que possível - a maioria dos corretores permite que nomes sejam removidos de suas listas de marketing. Em setembro, o ReputationDefender está lançando o serviço MyPrivacy, que tira as pessoas das listas de corretores mediante pagamento de uma pequena taxa.
Moral da história: mantenha os amigos perto e os corretores de dados mais perto ainda.
Nível de paranóia: 3
Paranóia nº 5: A evidência está em você mesmo
Razão nº 5: Aquela carta nas mãos do seu médico pode ser prejudicial à saúde
Se uma agência de segurança está te espiando, provavelmente você está conectado, de alguma forma, a uma investigação terrorista - mesmo que seja apenas porque você convidou seu vizinho nos Estados Unidos, Ahmed, para um churrasco.
Mas a polícia pode te investigar por todos os motivos. Desde o 11 de setembro, muitos grupos dos EUA passaram a ser investigados por “terrorismo doméstico”.
Os agentes do FBI podem, nos EUA, enviar cartas de segurança nacional a funcionários, bancos, provedores de internet ou qualquer outra entidade, sem justificativa prévia. Quem recebe a correspondência deve colaborar com o FBI e não notificar à pessoa em questão que ela está sendo investigada. Entre 2003 e 2005, foram enviadas mais de 140 mil cartas deste tipo, de acordo com um relatório do Departamento de Justiça.
Você pode ser absolutamente correto no país e ainda receber uma carta. Ainda se sente paranóico?
Nível de paranóia: 4
Paranóia nº 6: Grande quantidade de zumbis
Razão nº 6: Hackers, crackers e phishers - precisa dizer mais?
Estamos em meio a uma epidemia de zumbis que não parece diminuir o ritmo. Durante a segunda metade de julho, o volume de spams com variações de um worm chamado Storm cresceu dez vezes.
O resultado é uma rede de zumbis estimada em 1,7 milhões de PCs, segundo a SecureWorks. Este número é grande o suficiente para causar sérios danos à internet.
O grau de seu risco pessoal depende quase totalmente do que você faz ou não online, de acordo com o diretor de produtos da Symantec, Bill Rosenkrantz.
“Por um lado, os crackers estão aí e são criativos para lucrar com o que há disponível financeiramente para eles”, diz Rosenkrantz. “Por outro lado, você tem controle suficiente sobre isto. Se você não faz download de arquivos em seu sistema aleatoriamente, possui uma solução de segurança completa em seu desktop e mantém seu browser e sistema operacional atualizados, o risco é provavelmente três em uma escala de cinco - mas se você não faz isso, seu risco vai para 5”, afirma.
Nível de paranóia: 3
Paranóia nº 7: Hollywood quer te exterminar
Razão nº 7: Aprisionar o último single do 50 Cent pode se traduzir em tempo
Embora indústrias de música não estejam te espionando, no caso da Recording Industry Association of America e a Motion Picture Association of America, eles têm gente pra isso.
Especificamente empresas como a BayTSP e a SafeMedia, estas se infiltram em redes P2P para gravar os IPs dos “trocadores” de músicas, junto aos tipos e números de arquivos que estão compartilhando. Um endereço IP não é uma prova positiva de sua identidade, mas é o suficiente para a maioria dos processos civis.
Se você não usa redes P2P, provavelmente está a salvo. Caso contrário, utilizar redes anônimas de IP, serviços de web proxy ou conexões Wi-Fi abertas pode tornar sua identidade muito mais difícil de traçar, segundo o tecnólogo da Electronic Frontier Foundation, Peter Eckersley.
Em todo o caso, tendo em vista diversos processos, é sempre bom ter o telefone de seu advogado em mãos.
Nível de paranóia: 2
Paranóia nº 8: Seu provedor de internet sabe demais
Razão nº 8: Logs detalhados de tudo que você já fez online
Sendo a porta de entrada para a comunicação pessoal na internet, as empresas provedoras de internet poderiam criar logs detalhados de tudo que você já fez online: e-mails, navegação, comunicadores instantâneos e outros.
O potencial para utilizar estas gravações em investigações criminais (ou algo pior) é grande, o que justifica alguns advogados pedirem uma lei que exija que os provedores retenham os dados do usuário por um ano ou mais.
“Nós confiamos mais nos provedores do que deveríamos”, diz o diretor de estudos de políticas da informação do Cato Institute, Jim Harper. “Você pode não ver, mas existe uma grande correnteza de dados saindo de sua casa para os provedores. É bobagem confiar que eles irão nos proteger de seus próprios interesses ou do interesse do governo.”
E são os interesses de terceiros que causam arrepios nos usuários. “Já ouvi que alguns provedores estão revendendo dados anônimos de seu tráfego”, acrescenta Harper.
Nível de paranóia: 3,5
Paranóia nº 9: Sua conexão Wi-Fi está completamente aberta
Razão nº 9: Você tem uma conexão Wi-Fi segura? Bom para você. Mas seus vizinhos podem não ter tanta sorte.
De dez redes de comunicação pessoais, três são inseguras, de acordo com uma pesquisa de 2006 da Wi-Fi Alliance. A maior surpresa é que a cada quatro redes Wi-Fi corporativas, uma está totalmente aberta, revelou uma pesquisa de maio de 2006 da RSA.
A RSA descobriu ainda que de 20% a 30% dos pontos de acesso na maioria das cidades pelo mundo utilizam o nome de usuário e a senha fornecida por seu fabricante, permitindo aos que entendem do assunto fazer o login no dispositivo e alterar sua configuração de segurança.
Além de diminuir a velocidade de transferência de dados, as pessoas que exploram conexões wireless enquanto transitam pela cidade podem explorar a sua para enviar spams, fazer downloads e acessar suas pastas compartilhadas.
Utilizar uma rede Wi-Fi aberta não é seguro também. Você poderia se conectar à rede de um espaço público, conectando-se a algo configurado para se passar por uma rede legítima - mas operada por alguém com um laptop e um ponto de acesso móvel, nota o vice-presidente da Secure Computing, Paul Henry.
Seus dados, senhas e outras informações sensíveis poderiam ser roubados - o cracker ainda poderia ter acesso à sua rede corporativa ou até mesmo roubar sua identidade.
Se a internet em sua casa ainda não está fechada, é hora de fazê-lo. E caso você precise acessar redes Wi-Fi abertas, utilize criptografia do início ao fim para os dados mais sensíveis.
Nível de paranóia: 2,5
Paranóia nº 10: Você é seu pior inimigo
Razão nº 10: Ter 185 milhões de amigos pessoais também tem seu lado ruim
Quando a questão é compartilhamento de informações pessoais (às vezes pessoais demais), muitas pessoas são seus próprios piores inimigos.
Tudo bem publicar todos os seus dados online. O problema surge quando, em uma grande entrevista de emprego, te pedem para explicar como você foi parar em um vídeo constrangedor.
Aproximadamente um a cada cinco contratantes olham uma rede social ao tomar decisões em uma seleção, segundo uma pesquisa da rede social européia Viadeo. E com a proliferação destes sites, o número tende a crescer.
“Em geral, as pessoas deveriam se preocupar mais com a imagem que divulgam em sites como MySpace ou Facebook”, diz o diretor da Privacy Rights Clearinghouse, Beth Givens. “Cada vez mais empresas buscam estes perfis, e você não vai querer parecer um bêbado na praia.”
Ok, você é maravilhoso - mas é preciso detalhar isto ao mundo? Talvez seja a hora de considerar ser um pouco mais anti-social.
Nível de paranóia: 2
Fonte:
- IDG Now