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Telecomunicações Jonatas Lima em 17 Out 2008

Sessão Pública da Anatel termina com clima azedo entre conselheiros

Bom, conseguiram montar outra mega empresa….e viva o capitalismo.
Devemos apenas exigir que seja benéfico para todos.

Foi uma “maratona” de quase 14 horas de debates com alguns momentos de pausa à espera de decisão judicial, mas a Agência Nacional de Telecomunicações aprovou - pouco depois das 11 horas da noite desta quinta-feira, 16/10, os textos do PGR e do PGO. Neste último, inclusive, a decisão não foi indolor.

O clima “pesou” entre Pedro Jaime Ziller _ que viu todos os itens mais polêmicos do seu relatório serem suprimidos_ e a recém-nomeada conselheira, Emília Ribeiro. Foi necessária a intervenção do embaixador e presidente da Agência, Ronaldo Sardenberg. O texto final do PGO abre caminho para a compra da Brasil Telecom pela Oi e transfere para o PGR, a questão da separação empresarial e funcional.

Posição da Anatel, agora, será encaminhada ao Conselho Consultivo da entidade - prazo deverá ser de 15 dias - depois ao Minicom, que como gestor das políticas públicas será o responsável por fechar o texto final e repassá-lo para a sanção da Presidência da República. A tensão foi a tônica dessa Sessão Pública, que tratou da revisão do Marco Regulatório do Setor de Telecomunicações.

O início foi conturbado por uma liminar da Abramulti - Associação de Provedores de Internet e SCM, obtida na noite do dia 15, exatamente, para impedir a discussão em torno da fusão Brasil Telecom e Oi. Apenas às 18 horas, a Anatel cassou a medida no Tribunal Regional Federal. Com a decisão judicial favorável, a discussão sobre o PGO foi iniciada.

O debate terminou pouco depois das 11 horas da noite, com o auditório da Agência, em Brasília, ainda lotado de representantes das operadoras, entidades e provedores de serviços. O único presidente de concessionária presente, no entanto, foi o da Telefônica, Antonio Carlos Valente.

Ameaça judicial no início, rispidez no fim

A leitura final do texto aprovado do Plano Geral de Outorgas - os conselheiros suspenderam a sessão por volta de 08:30 da noite para redigirem, em conjunto, uma nova versão do Plano, sem as medidas excluídas pelos votos da maioria dos conselheiros - Antonio Bedran, Emília Ribeiro e Ronaldo Sardenberg, evidenciou o desgaste do conselheiro Pedro Jaime Ziller, que encerra seu mandato à frente do Conselho Diretor do órgão regulador, no próximo dia 04 de novembro.

Ziller e Emília Ribeiro trocaram farpas sobre monopólios público e privado. O embate foi provocado porque a conselheira, de última hora, tentou suprimir um parágrafo do artigo sexto - que permitiria às concessionárias atuarem em todas as regiões eliminando, assim, o limite imposto de atuação em apenas duas áreas. Ela reiterou a necessidade de deixar acontecer a livre concorrência, ao mesmo tempo, que a medida abriria as portas para o desembarque da licença única.

Ziller reagiu asperamente. Até porque já havia um acordo prévio sobre a questão entre os conselheiros - e Emília Ribeiro já tinha perdido de 4 a 1. O conselheiro disparou: “monopólio por monopólio, preferia o estatal”. Emilia Ribeiro não se deu por vencida. Rebateu afirmando que não estava na Anatel para tratar da fusão da Brasil Telecom com a Oi, mas, sim, para fazer políticas públicas. Acrescentou ainda que a Agência estava aparelhada para impedir que monopólios se criassem.

Os ânimos alterados exigiu a intervenção do presidente da Agencia, Embaixador Ronaldo Sardenberg. Ele minimizou o embate e negou o pedido de Emília Ribeiro - talvez a única vitória de Ziller em todo o dia. É bom lembrar que a supressão deste item não causa qualquer restrição formal à fusão da Brasil Telecom com a Oi, uma vez que as duas atuam em áreas distintas.

Encerradas as discussões, o novo PGO foi aprovado por 3 x 2, com o relatório de Pedro Jaime Ziller bastante modificado. Houve a supressão de todos os pontos polêmicos referentes à separação empresarial - onde as concessionárias teriam que criar empresas distintas para a oferta de serviços de banda larga e telefonia, mas mantinham os ativos - e funcional, mais radical ainda já que as concessionárias ficariam sem os ativos, que seriam tratados como bens reversíveis da União.

A questão, agora, foi transferida para o PGR, aprovado por unanimidade, e deverá ser tratada num prazo de até dois anos. Também foram derrubadas as exigências da venda obrigatória de licenças em conjunto em caso de alienação da concessão e de abertura de capital. Ponto para as concessionárias de telefonia fixa que tiveram seus pontos críticos atendidos.

Fonte:

Convergência Digital

Telecomunicações Jonatas Lima em 07 Out 2008

Pré-vendas do primeiro celular com Android estão acima das expectativas

Olha o Android aíiiiii gente…

Preparem as equipes de desenvolvimento de aplicativos para o Android.

Londres - T-Mobile diz que demanda do G1 é três vezes maior do que a expectativa inicial, mas não promete mais celulares para lançamento.

A T-Mobile anunciou na segunda-feira (06/10) que as pré-vendas do primeiro celular com Android, o G1, foram três vezes maiores do que o esperado. A operadora não prometeu, contudo, mais unidades para a data oficial de lançamento do produto, em 22 de outubro.

A operadora não revelou quantos dispositivos foram vendidos, portanto não está claro se esta é uma evidência esmagadora da demanda do G1.

As notícias surgiram depois da divulgação, na semana passada, de clientes que tentavam fazer o pedido do G1 foram avisados de que não havia mais nenhum aparelho em estoque. Neste momento, a T-Mobile diz que ainda está com um número limitado de aparelhos.

A T-Mobile agora afirma, contudo, que triplicou o número de celulares que havia reservado para as pré-vendas do G1 - e que os consumidores encomendaram todos.

Isto não significa que as pessoas que querem um dispositivo não terão sorte, entretanto. Os consumidores terão a possibilidade de ir até a loja para comprar o G1 pessoalmente quando ele for lançado. Além disso, os clientes podem fazer a pré-reserva do aparelho até 21 de outubro, mas pode ser ele chegue em uma data não especificada.

No lançamento do G1, duas semanas atrás, muitos analistas divulgaram a expectativa de vendas iniciais do aparelho com as vendas inicias do iPhone. Mas se a pré-reserva é alta como a T-Mobile afirma, o telefone pode ajudar a operadora a evitar que consumidores mudem para a AT&T para adquirir o iPhone, algo que tem acontecido com um terço dos donos de iPhone 3G vindos de outras operadoras, segundo o NPD Group.
O G1 custa 179 dólares com contrato.

Fonte:

IDG Now

Telecomunicações Jonatas Lima em 24 Set 2008

Regulamentação da Anatel pode inviabilizar projetos atuais com PLC

A Anatel promete decidir até novembro sobre a regulamentação do acesso em banda larga utilizando a rede de energia elétrica. Quem afirma é o gerente Operacional de Planejamento de Espectro da agência, Marco Antônio Tavares. Ele participou, na semana passada, do seminário de telecomunicações Aptel 2008, realizado no Rio de Janeiro (RJ), pela Associação Brasileira das Entidades Municipais de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abemtic).

Tavares afirmou que a Agência trabalha com a expectativa de finalizar o processo regulatório antes do recesso de fim de ano. A Consulta Pública nº 38 (”Proposta de Regulamento sobre Sistema de Acesso em Banda Larga utilizando Rede de Energia Elétrica”) já recebeu mais de 200 contribuições e permanecerá aberta até o dia 29 de setembro.

A regulamentação gera grande expectativa para aqueles que já investiram na tecnologia PLC (Power Line Communication). Cirano Iochpe, coordenador do projeto que, há um ano e meio, leva acesso à internet ao bairro Restinga, na periferia de Porto Alegre (RS), revela preocupação com a possibilidade de ter de zerar a iniciativa.

Isso porque, diz Iochpe, os equipamentos instalados na área eram, à época, os únicos homologados pela Agência Reguladora. No entanto, agora, se a regulamentação for aprovada nos termos atuais, diz o executivo, eles não poderão ser mais utilizados - por causa da freqüência prevista pela Anatel para o uso da tecnologia.

Atualmente o PLC funciona em quatro prédios do bairro: o posto de saúde (com aplicações de telemedicina), o Serviço Nacional da Indústria (Senai), a escola pública e o centro administrativo. A implantação do PLC foi uma alternativa de capilarizar o projeto da Infovia, rede multisserviços com 360 quilômetros de fibra óptica desenvolvida na capital gaúcha pela Procempa, empresa pública de tecnologia do município.

O gerente de Operações da Infovia, Lafaiete dos Santos, ressalta que o uso do PLC está sendo maturado neste projeto piloto. “Os equipamentos ainda não estão disponíveis na velocidade e na inteligência que suportariam nossas redes. Agora, a regulação pode mudar isso tudo. Nós estamos aprendendo, por isso a Procempa usa a tecnologia confiável disponível no mercado”, sinaliza Santos.

Eletronet: Um sonho dourado

Sobre a possibilidade de aproveitar a estrutura da Eletronet - rede nacional que virou um “elefante branco” para o governo federal, por conta de dívidas milionárias - o gerente da Infovia da Procempa prefere não alimentar grandes esperanças. “É uma novela”, lamenta.

“Em Porto Alegre, usamos parte dessa rede, temos um swap de rede com a Eletronet que está operacional. Mas que bom se o Brasil pudesse ter esses 16 mil quilômetros de rede interligando todo mundo de norte a sul. Seria um sonho dourado”, completa Santos.

Do Sul para o Nordeste. O Ceará, onde o projeto Cinturão Digital, rede de fibras ópticas do governo do estado em parceria com a companhia estadual de energia elétrica, também acalenta o sonho de que o imbróglio da Eletronet possa vir, um dia, a ser resolvido. Mas Fernando Carvalho, presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Estado do Ceará (Etice), não vê perspectiva imediata de que se possa usar o backbone já existente.

“A idéia é essa, a gente vem acompanhando com a Casa Civil a possibilidade de usar essa estrutura, mas o processo está na Justiça. Seria interessante que isso fosse usado para inclusão social. O canal de retorno para TV digital, por exemplo, é um serviço que precisa ser gratuito, tem de ter abrangência de 100% da população”, destacou o presidente da Etice.

O Cinturão Digital cearense é uma rede de 3 mil quilômetros de fibra óptica criada para prover os órgãos do governo do estado de serviços de dados, voz e videoconferência, além de atrair empresas. Todos podem “transitar” por essa infovia desde que ofereçam serviços e paguem a cota de manutenção e expansão.

Nesse ambiente, o governo do Ceará não pretende atuar como competidor das operadoras de telecomunicação. Ao contrário, busca parcerias. “Hoje o ambiente é de monopólio. Apenas uma operadora atua no mercado de banda larga no Ceará. A idéia é proporcionar um ambiente de competição para as empresas. Não passa pela idéia do governo criar uma nova concessionária de telecom”, observou Fernando Carvalho.

“Queremos que as empresas da área venham prestar o serviço. Essa infra-estrutura que preparamos faz com que empresas que nunca se interessariam em ir ao município de Tauá possam ir pra lá, com um custo mínimo”, completa o presidente da Etice. Mesmo os serviços públicos a serem oferecidos, segundo o executivo, serão contratados. “Não há intenção de competir, absolutamente. Os serviços vão ser contratados com empresas que já estão no mercado”, garantiu.

A Anatel propõe na consulta pública - aberta no dia 26 de agosto - que a comunicação a ser estabelecida pelo sistema BPL, confinada nas redes de energia elétrica, somente possa ocorrer na faixa de 1.705 kHz a 50 MHz.

Além disso, os equipamentos que compõem o sistema BPL devem possuir certificação expedida ou aceita pela Anatel, de acordo com a regulamentação vigente, e atender às normas cabíveis, referentes ao sistema elétrico, expedidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte:

- Convergência Digital .

Telecomunicações Jonatas Lima em 23 Set 2008

iPhone 3G deve custar média de 1.500 reais com plano de 200 reais no Brasil

São Paulo - Primeiro lote do iPhone 3G chegou nesta quarta-feira (17/09) ao Brasil. Fontes afirmam que Vivo venderá aparelho por R$ 1.500.

O primeiro lote do iPhone 3G chegou ao Brasil na manhã desta quarta-feira (17/09). Ele lote deve atender os clientes que fizeram a reserva do aparelho da Apple na operadora Vivo.

Fontes ligadas às negociações afirmaram que o preço médio do iPhone 3G, pela Vivo, será de 1.500 reais, com plano mensal de 200 reais - o qual deve incluir serviço de voz e dados.

> O preço do iPhone 3G no Brasil é justo?

A média de 1.500 reais é válida para os modelos de 8GB e 16GB, que devem ter uma diferença pequena. Os preços também podem sofrer variações conforme o plano contratado.

Este valor é bastante alto se compararmos a outros países da América do Sul, como Argentina e Chile, onde o iPhone 3G custará o equivalente a 570 e 187 reais, respectivamente.

A Vivo não diz quantas pessoas já efetuaram a reserva. A abordagem da operadora junto aos clientes foi feita via SMS, e-mail e site.

O iPhone 3G deverá ser lançado no Brasil no dia 26 de setembro pelas operadoras Vivo e Claro. A Tim ainda está em negociação para participar do lançamento. A Claro também foi procurada pelo IDG Now! e não informou a data de lançamento ou preços sugeridos para venda do celular da Apple.

Fonte:

- IDG Now

Telecomunicações Jonatas Lima em 23 Set 2008

Android e iPhone tiram operadoras de campo em criação de aplicativos

São Francisco - Operadoras começam a desistir de oferecer os aplicativos, deixando que essa relação fique entre desenvolvedores e clientes.

Operadoras móveis começam a deixar a criação de conteúdos e serviços para celulares nas mãos de outros ‘’jogadores”, como a indústria que vem embalada pelo iPhone e os 110 novos fornecedores que surgem nesse ainda pequeno cenário.

O modelo de negócios da AT&T com a Apple para o iPhone fez o que operadoras estavam tentando fazer há anos: conseguir clientes entusiasmados com mobilidade de dados. Ela permite que os assinantes usem as riquezas da web com um navegador completo (embora sem Flash), e customizem seus telefones com aplicativos desenvolvidos e vendidos por alguém que não seja a operadora.

A maior explosão da história recente deve boa parte de seu sucesso ao que a Apple construiu, e não aos serviços das operadoras.

Nesta terça-feira (23/09) chega a próxima grande perturbação: Um celular para a rede norte-americana da T-Mobile com o sistema operacional do Google, o Android. E em breve a plataforma terá seu código aberto para que os desenvolvedores possam criar e vender seus próprios aplicativos livres de royalties e tê-los rodando em todos os aparelhos com Android.

Na seqüência da liderança do Google, uma versão open source do Symbian, o software que está em cerca de 60% dos aparelhos do mundo, deve aparecer no ano que vem. Já há celulares no mercado que usam sistema operacional baseado em Linux, pela LiMo Fundation, um consórcio de indústrias. E alguns fabricantes de aparelhos estão começando a olhar para softwares e serviços também.

Um executivo da AT&T disse no início do mês que está tarde demais para as operadoras pegarem o papel principal no desenvolvimento de novos aplicativos. “Nós perdemos o barco”, disse Roger Smith, diretor de serviços da próxima geração de telefonia móvel.

O líder da rival Verizon Wireless, que lançou uma iniciativa neste ano para abrir sua rede a dispositivos e aplicativos de terceiros, pareceu aliviado em ‘passar controle’.

“Nós não poderíamos segurar toda essa inovação e fazer todas essas apostas, treinar toda essa gente e assumir todas as despesas desse negócio”, disse o presidente e CEO Lowell McAdam. “Agora, os desenvolvedores farão suas apostas e os consumidores irão decidir.”

Redes móveis podem ser ‘abertas’ de dois modos - ambos tem sido abraçados pelas operadoras dos Estados Unidos. Uma delas é permitir em sua rede, sem controle rigoroso, a entrada de aparelhos que não são vendidos ou não recebem a marca da operadora, em vez de analisar um produto rigorosamente, personalizando sua interface, e determinando o momento de seus lançamentos para o ciclo de negócios da operadora.

A Verizon já está permitindo que alguns aparelhos especializados em um plano de rede aberta operem junto a sua atividade regular, e a Sprint Nextel usará uma abordagem similar com a quarta geração de sua rede WiMax, que deve sair neste mês.

A outra forma de abertura envolve dar aos desenvolvedores acesso às plataformas de software, deixando seus aplicativos funcionarem em muitos telefones com uma versão e trazendo vendedores e compradores de software juntos com menos supervisão da operadora.

Tradicionalmente, softwares de telefone são distribuídos em pacotes controlados pelas operadoras. Pacotes colocam aplicativos ou links para comprá-los direto do telefone para assinantes, com o sistema de cobrança incluso no aparelho pela conta da operadora. Assim, os clientes sabem que o software foi testado e aprovado pela empresa. Mas o tempo e o esforço envolvidos na aquisição de aplicativos ‘assinados’ ou aprovados pelas operadoras frustraram muitas empresas de software e algumas acreditam que eles provaram ter ferramentas muito boas para vender aplicativos, de qualquer maneira.

“Se você é um desenvolvedor pequeno, para cara celular, para cada operadora, cada mercado, tem que fazer a assinatura uma série de vezes”, disse Rich Miner, gerente do grupo de plataformas móveis do Google. “Você começa a somar os recursos que precisa para ultrapassar todos esses obstáculos e eles se tornam insuperáveis.”

O mobile web propriamente dito está se tornando mais viável com browsers melhores e redes de maior velocidade. Heysan, que fornece uma plataforma de mensagem de texto unificada, manteve seu serviço estritamente baseado na web pela falta de recursos para desenvolver aplicativos para múltiplas operadoras e sistemas operacionais. Desenvolver para dez plataformas, exigiria pelo menos 50 desenvolvedores, disse Gustaf Akstrinerm CEO e co-fundador da Heysan.

O grupo, baseado em São Francisco, tem apenas seis programadores. Mesmo assim, a Heysan atraiu quase 500 mil clientes à sua base através das buscas do Google e da divulgação boca-a-boca. Ele não acredita que um pacote de operadora traria essa quantidade de usuários.

O iPhone da Apple e a App Store são o modelo da futura indústria de software. A Apple age como um portão de entrada para os aplicativos para iPhone, controlando seu próprio SDK (kit de desenvolvimento de software) e exercendo algum controle sobre o que está na App Store, mas não é tão rigorosa quanto uma operadora ao montar um pacote. Este modelo se revelou um grande sucesso, registrando mais de 100 milhões de downloads desde seu lançamento em julho. Mais lojas como esta estão a caminho, de acordo com os executivos da indústria.

“Usuários terão definitivamente muitas fontes para buscar aplicativos e conseguir as experiências que quiserem”, disse John O’Rourke, gerente geral de fornecedores de softwares independentes da Developer and Competitive Strategy, da Microsoft.

O Google vai ainda mais longe que a Apple e sua App Store, deixando os desenvolvedores totalmente livres para distribuir seus próprios softwares sem certificação de ninguém.

A liberdade é a raiz das preocupações por parte de alguns observadores, pois desenvolvedores, incluindo os que atuam nas operadoras que estão construindo programas baseados no Android, poderiam alterar tanto a plataforma que ela iria ‘despedaçar’. Se cada aplicativo Android não puder funcionar em qualquer telefone Android,, o esforço perderia seu valor. O Mobile Linux já sofre críticas por isso.

“Quanto você pede a todos os fornecedores de soluções Linux qual porcentagem do software roda em todas as suas plataformas, a resposta está perto de zero porque há um grau muito elevado de fragmentação neste espaço”, disse Jerry Panarossi, vice-presidente de operações Symbian nos EUA.

No entanto, as operadoras já lançaram 23 aparelhos baseados na tecnologia LiMo, o que prova que o Linux está apto para o mundo móvel, segundo Morgan Gillis, diretor executivo da The LiMo Fundation.

Com as mudanças na plataforma feita pelos fornecedores de software, alguns fabricantes de hardware também estão buscando um pedaço do bolo. Enquanto a Nokia se prepara para abrir mão do controle do Symbian, está lentamente implantando um conjunto de aplicações e serviços. Eles incluem o sistema de compartilhamento de dados Ovi, a plataforma de games móvel N-Gage, o portal de conteúdo MOSH, e o Nokia Maps, baseado em uma tecnologia adquirida da Navteq por 8,1 bilhões de dólares no ano passado.

Os serviços da Nokia provavelmente impulsionarão o lucro da empresa , de acordo com analistas, mas também podem ajudar a Nokia a diferenciar seus equipamentos, com a atenção dos consumidores em direção ao iPhone - um formidável rival tanto em hardware quando em software - e à plataforma Android.

A Sony Ericsson também está começando a agir, desenvolvendo algo especial para sua próxima linha de smartphones Xperia. Os usuários serão capazes de escolher dentro de 16 telas iniciais, cada uma com sua própria seleção de sites e aplicativos, e basta tocar em um desses painéis para retornar à exibição atual.

Mas operadoras provavelmente não ficarão de fora como meros prestadores de serviços de banda larga. De sua parte, alguns esperam que alavanquem a presença em TV e banda larga doméstica para criar serviços triplos, que se juntam TV, PC e celular. Essas ofertas, tais como serviços de mensagens que trabalham com todos os sistemas, podem ser lucrativos e manterem os clientes fiéis.

Mas nem todo mundo está convencido. Esses serviços ‘convergentes’ podem servir principalmente para nichos de mercado, como pessoas que precisam programar seus gravadores digitais de vídeo de seus celulares, disse o analista da ABI Research, Clint Wheelock.

O mundo emergente de redes abertas pode se revelar um negócio melhor para todos, de acordo com Krishna Vedati, CEO da Plusmo, que faz um framework para widgets e os vende, inclusive para operadoras.

Operadoras costumam exigir cerca de 40% da receita de software da companhia em troca de colocar seus produtos no pacote, disse Vedati. Agora os aplicativos são distribuídos de outros modos, mas as operadoras podem cobrar cerca de 30% pelos serviços, como a infra-estrutura de publicidade, disse ele. A receita é maior porque mais pessoas baixam os aplicativos.

Quando se trata de inovação, as operadoras parecem estar se rendendo. Questionado sobre o que faria se Bill Gates oferecesse 1 bilhão de dólares para investir, o vice-presidente de estratégia corporativa da Sprint, Russ McGuire, essencialmente admitiu que operações móveis não são legais.

“Gostaria de pegar esse dinheiro e investí-lo para viabilizar inovações a muitos outros que são mais empreendedores, criativos, que estão em porções da sociedade nas quais não temos muita visibilidade”, disse McGuire.

Fonte:

- IDG Now

Notícias & Routing & Switching & Telecomunicações Jonatas Lima em 17 Set 2008

Introduction to Carrier Ethernet Transport (CET)

Introduction to Carrier Ethernet Transport (CET)

Carriers around the world are increasingly being pressured to provide new services while reducing their costs to remain competitive with changing regulations and new, non-traditional entrants into the marketplace.

As carriers migrate to next-generation networks (NGNs) to reduce their costs and improve their ability to support high bandwidth-intensive services with guaranteed SLAs, they need a flexible, scalable optical transport infrastructure – especially in the metro network – that efficiently supports Ethernet and minimizes operational complexities.

Where is the NGN Headed ?

Telecom carriers today view their networks as having three separate and distinct modes, as shown in the chart below.

CET 1 - CET 1

Connectionless Packet … there is universal agreement that IP is the right technology

Connection-Oriented Packet … many different technologies have been used to provide this mode … all with various limitations until recently. The scalability limitations of VLAN tags and the inherent cost and complexity of MPLS are driving carriers to deployment of a new NGN optical infrastructure. See Comparing Alternate Approaches for Ethernet-Optical Transport Networks explores the options more fully.

Circuit Switched … nearly universal agreement that SONET/SDH will eventually be phased out in favor of OTN (Optical Transport Network)

Defining Carrier Ethernet Transport

Carrier Ethernet Transport (CET) is an architectural approach to building scalable transport infrastructure for supporting Ethernet and the evolution to NGNs

- Carrier Ethernet Transport integrates intelligent WDM (ability to do multi-degree switching at wavelength and sub wavelength levels) with Ethernet Tunnels, such as PBB-TE and T-MPLS .

- Carrier Ethernet Transport (CET) provides the simplicity and cost-effectiveness of native Ethernet with the reliability and power of WDM to deliver unparalleled flexibility, efficiency and cost savings

- Note that “Carrier Ethernet” comprises two distinct sub-segments: “Carrier Ethernet Services” and “Carrier Ethernet Transport”

CETarchitecture - CETarchitecture

Carrier Ethernet Transport is an architecture for NGNs based on wavelength networking. Services from both wireless and wireline access networks are simultaneously carried on a single network infrastructure. Three levels of embedded transport networking switching capabilities (wavelength, sub-wavelength, and Ethernet tunnels) provide a cost-effective transport network that can support services with guaranteed service level agreements (SLAs).

Fonte:

Meriton.

Telecomunicações Jonatas Lima em 15 Set 2008

Livres para portar

O verbo “portar” está na fila dos neologismos da língua portuguesa, com a promessa de fazer parte da vida de quase 10% dos usuários de telefonia do País. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prevê que mais de 11 milhões de brasileiros decidirão trocar de operadora de telefonia ao ter acesso às regras de portabilidade, que permitem ao cliente optar por outro prestador de serviço sem perder o antigo número de telefone. Ou seja, todos eles terão as linhas “portadas”. A possibilidade começou a ser oferecida em 1º de setembro. Aos poucos, de acordo com o código DDD da região. Os clientes das capitais mais populosas, como Rio e São Paulo, só terão o direito de migrar entre fevereiro e março de 2009.

Uma tese de doutorado da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo mostra que, ao menos na área da comunicação móvel, pode ser ainda maior o contingente de usuários insatisfeitos, dispostos a procurar os serviços de outras empresas, caso o processo de mudança se torne menos burocrático e não exija abrir mão do número anterior. O autor do trabalho, intitulado Linha Ocupada, Cliente Livre! – Um Estudo sobre Contact Centers e Fidelidade dos Clientes de Operadoras de Telefonia Celular, é o consultor de marketing Selim Rabia, que entrevistou 250 assinantes de linhas pré e pós-pagas de São Paulo e constatou que 65% deles trocariam de prestadora, caso pudessem manter o número do telefone. Se o resultado fosse projetado para os 18,4 milhões de celulares ativos na área de DDD 11, seria possível esperar que só na região metropolitana da capital paulista o número de trocas beire os 12 milhões, superando as expectativas da Anatel para todo o País.

Entre os entrevistados, quase 90% disseram ter pensado em trocar de operadora graças a deficiências no atendimento ao cliente. Se não o fizeram, foi por acreditar que a mudança traria ainda mais dor de cabeça. “A preguiça é uma grande aliada das empresas”, avalia Rabia. O trabalho exigido para migrar para outra companhia é a principal explicação para a fidelidade dos clientes, seguida de perto pelo risco de ter prejuízos com a troca, e também pela percepção de que todos os prestadores de serviço são igualmente ruins.

Fonte:

- Carta Capital>>